
.Após o mar atingir imóveis durante a semana, Prefeitura se reúne com moradores e apresenta ações de monitoramento, assistência e realocação das famílias
O avanço do mar voltou a acender o alerta na Fronteira, em Macaé. Após a ressaca que atingiu o litoral do município durante esta semana e fez com que a água alcançasse alguns imóveis da região, a Prefeitura se reuniu com moradores para apresentar as ações de monitoramento, assistência habitacional e acompanhamento social desenvolvidas no local.
A região convive há anos com os impactos da erosão costeira e, por isso, a situação vai além dos episódios provocados pelas ressacas. Para muitas famílias, o desafio envolve a necessidade de deixar áreas onde viveram durante anos e reconstruir a vida em um local seguro.
Estudo aponta necessidade de retirada das moradias da área de risco
Grande parte dos imóveis atingidos pela água nesta semana já havia sido interditada. Um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pedido da Prefeitura de Macaé, em 2024, apontou a retirada das moradias localizadas na área de risco como uma medida necessária para preservar a segurança das famílias.
A análise técnica identificou um recuo de cerca de 30 metros da faixa costeira e indicou, ainda, a necessidade de um novo estudo para avaliar as alternativas que poderão ser adotadas nas próximas etapas. Segundo o município, a realização dessa nova avaliação está sendo analisada.

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Para o secretário de Defesa Civil, Joseferson Florêncio, a desocupação das áreas mais vulneráveis é uma medida diretamente ligada à preservação de vidas.
“É fundamental que essa área esteja desocupada para que possamos avançar para as próximas etapas. A Defesa Civil atua com a prerrogativa de salvar vidas, de tirar as pessoas de áreas de risco — tanto antes de acontecer um fenômeno de ressaca quanto durante”, ressalta Joseferson Florêncio.
Assistência às famílias e busca por novas moradias
Com base nos dados técnicos e no acompanhamento da área, a Defesa Civil atua na desocupação dos locais considerados de risco e, quando necessário, na demolição de imóveis interditados. Paralelamente, o município mantém medidas de assistência para as famílias que precisaram deixar suas casas.
Atualmente, 270 famílias recebem o Aluguel Emergencial e outras cerca de 30 são atendidas pelo Auxílio Emergencial, por meio da Secretaria Executiva de Habitação. Além disso, o município conta com o Programa de Compra Assistida, voltado à realocação definitiva de famílias que vivem em áreas de risco.
O trabalho também envolve a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, tendo em vista que a mudança de uma família não representa apenas uma questão habitacional, mas exige acompanhamento e apoio durante um período de transformação na vida de quem precisa recomeçar em outro endereço.
“Estamos aqui para assegurar que nosso objetivo é zelar pela segurança das famílias e garantir que elas possam estar em um local habitável e seguro”, explica a secretária de Habitação, Ana Lúcia.
Diálogo com moradores é parte do processo
Durante o encontro, representantes do poder público e lideranças comunitárias também destacaram a importância do diálogo para que as ações possam avançar. A busca por soluções para uma área historicamente afetada pela erosão exige planejamento técnico, mas também a participação das famílias que vivem e conhecem de perto a realidade da Fronteira.
“Nós, liderança do bairro, Prefeitura e moradores, temos que andar juntos. Se não chegarmos a um consenso, o trabalho não vai avançar. Precisamos construir um entendimento entre todas as partes”, afirmou José Rodrigo Vicente Paes, vice-presidente da Associação de Moradores da Fronteira.
A reunião reforçou que o enfrentamento aos impactos da erosão costeira na região permanece como um desafio que exige acompanhamento permanente. Enquanto novos estudos e alternativas são avaliados, as ações de prevenção, assistência e realocação seguem como parte do trabalho voltado à proteção das famílias que vivem nas áreas mais vulneráveis.


Participaram do encontro o secretário de Defesa Civil, Joseferson de Jesus Florêncio; o secretário de Infraestrutura, Santiago Borges de Almeida Gomes; a secretária de Habitação, Ana Lúcia Ribeiro da Conceição; a secretária de Assistência Social, Nayara Ribas de Oliveira; o secretário executivo de Serviços Públicos, Rodrigo da Silva; além do vereador Rond Macaé e representantes da Associação de Moradores da Fronteira.
Fonte: Assessoria FSB







