Programação começou nesta quinta-feira (20) e reúne cultura, formação e confraternização para marcar a trajetória da instituição
Falar de educação inclusiva em Macaé é também reconhecer a trajetória da Escola Sentrinho, instituição de Utilidade Pública Municipal que, em 2026, completa 37 anos dedicados à inclusão, ao acolhimento e à educação de pessoas com deficiência. Para celebrar a data, uma programação especial começou nesta quinta-feira (20) e segue até sábado (22), reunindo atividades culturais, formação e momentos de confraternização.
A abertura aconteceu nesta tarde, a partir das 14h, com o espetáculo teatral de bonecos “Malala, a menina que tinha um sonho”, apresentado pelo projeto A Biblioteca Sonhadora. De forma lúdica, a montagem aborda a história da ativista paquistanesa e sua luta pelos direitos das meninas e das mulheres.
Na sequência, das 15h30 às 17h, a equipe da escola participa de uma Oficina de Mediação da Leitura, também conduzida pelo grupo. A proposta é ampliar as ferramentas dos educadores para trabalhar temas como igualdade de gênero, autoestima, prevenção ao preconceito e à violência, além de incentivar a continuidade das atividades por meio da leitura e do acervo que será entregue à instituição.
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Programação segue até sábado
Nesta sexta-feira (21), às 8h, a equipe do Sentrinho participa do encontro “A essência da dimensão feminina na história da Escola Sentrinho”. Mais tarde, às 11h, será realizado um almoço coletivo.
Já no sábado (22), a partir das 14h, a celebração ganha ritmo com a Feijoada e Samba. A programação musical começa às 16h30, com Vicente de Paula. Em seguida, às 17h, será a vez de Chico Alves, enquanto Toninho Geraes encerra as apresentações, às 18h.

Fotos Divulgação : rede social @sentrinho
Uma história construída com inclusão e afeto
Idealizado pela professora Rita Manhães, em 1989, o Sentrinho nasceu com a proposta de fazer da educação inclusiva uma ferramenta de transformação e autonomia. Ao longo dessa trajetória, a escola consolidou-se como um espaço de aprendizagem, convivência e acolhimento.
Para Rita, a instituição representa muito mais do que um ambiente escolar:
“É onde o carinho ensina que o direito de ser diferente se constrói no pluralismo, e que é possível o mesmo destino por caminhos diversos. Aqui, a superação é diária, o aprendizado é recíproco e o coração entende cada gesto, traduzindo até os silêncios. Construímos uma comunidade como o girassol, que nos simboliza: continuaremos sempre voltados para a luz, para a esperança e para o acolhimento.”
Localizada na Avenida Evaldo Costa, 475, no bairro Sol y Mar, a escola trabalha com uma abordagem pedagógica inclusiva e adaptada, buscando oferecer um ambiente seguro e estimulante para o desenvolvimento das habilidades cognitivas, sociais, emocionais e motoras dos alunos.

A importância desse trabalho também é reconhecida pela coordenadora de Políticas para Pessoas com Deficiência de Macaé, Caroline Mizurine. Segundo ela, o Sentrinho representa um marco de dignidade para o município.
“Como coordenadora, mas, acima de tudo, como mãe atípica de um filho com TEA nível 3 de suporte, tenho profunda admiração e gratidão pelo trabalho executado lá. Eu vivo diariamente a realidade das famílias e sei que o Sentrinho é uma referência absoluta de afeto e inclusão verdadeira.”
Caroline destaca ainda que o trabalho ultrapassa os limites da sala de aula. Para ela, a instituição contribui para transformar não apenas a vida das pessoas com deficiência e de suas famílias, mas também a própria sociedade, ao ampliar a compreensão sobre inclusão, autonomia e respeito às diferenças.








