Hospital Getúlio Vargas aposta em simulações realistas para qualificar atendimento e ampliar segurança do paciente

0
2
Com equipamentos reais e supervisão especializada, os profissionais praticam técnicas como intubação e ressuscitação tudo em ambiente seguro.

Sala de Treinamento com bonecos de alta fidelidade já capacitou cerca de 1.500 profissionais e prepara equipes para decisões rápidas no atendimento real

Com foco na qualificação profissional e na segurança do paciente, o Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV), localizado na Penha, mantém uma Sala de Treinamento e Simulação que reproduz, de forma realista, situações clínicas enfrentadas no dia a dia hospitalar. O espaço é voltado à formação prática de acadêmicos de medicina e profissionais de enfermagem, sobretudo antes da atuação direta junto aos pacientes.

A estrutura conta com bonecos simuladores de alta fidelidade, de ambos os sexos, além de equipamentos como desfibrilador, monitor cardíaco, soro e medicamentos. Nesse ambiente controlado, os participantes realizam procedimentos como ressuscitação cardiopulmonar, broncoaspiração, intubação e passagem de sondas, contudo sem riscos ao paciente real.

Os treinamentos ocorrem duas vezes por semana, com turmas de até dez participantes e duração média de 60 minutos. Enquanto parte do grupo executa as manobras, os demais acompanham a simulação por meio de monitores de TV. Todo o processo é supervisionado por um orientador, que avalia as ações em tempo real a partir de uma sala de comando. Em pouco mais de dois anos de funcionamento, cerca de 1.500 profissionais já passaram pela capacitação.

A Sala de Treinamento do HEGV reproduz atendimentos de verdade e eleva a confiança da equipe.

Segundo o coordenador de Educação do HEGV, Márnio Mesquita, a iniciativa, criada em 2023, tem como principal objetivo aprimorar a técnica e a tomada de decisão em situações críticas. “Já realizamos mais de 253 simulações, o que aumenta a confiança dos profissionais e contribui para um cuidado mais seguro e eficiente”, destaca.

A técnica de enfermagem do centro cirúrgico, Gabriela de Carvalho, de 23 anos, ressalta que os treinamentos reforçam cuidados essenciais à segurança do paciente. “Aprendemos, por exemplo, sobre a proibição do uso de adornos no centro cirúrgico, visto que podem causar queimaduras com o bisturi elétrico. Também reforçamos medidas simples, como manter as grades elevadas após a anestesia para evitar quedas”, relata.

Ao antecipar cenários de risco e simular até mesmo eventos adversos, a Sala de Treinamento e Simulação fortalece a preparação das equipes, sobretudo para agir de forma rápida e segura. A iniciativa, portanto, contribui diretamente para a redução de danos e para a qualificação contínua da assistência prestada aos pacientes.

Fonte e fotos: Setoristas / SaúdeRJ

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui