Prefeito de Rio das Ostras participa de audiência na Alerj em defesa dos royalties do petróleo

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Foto do prefeito Carlos Augusto Balthazar participando da audiência pública na Alerj
O prefeito Carlos Augusto Balthazar participou da audiência pública na Alerj em defesa da manutenção dos royalties do petróleo para os municípios produtores do Estado do Rio de Janeiro.

Carlos Augusto Balthazar reforça preocupação com possível redistribuição dos royalties e impactos financeiros aos municípios produtores

O prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar, participou nesta terça-feira, 28, de uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para discutir a distribuição dos royalties do petróleo e os possíveis impactos financeiros aos municípios produtores.

O encontro foi promovido pela Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle da Alerj e reuniu prefeitos de cidades produtoras, autoridades públicas e representantes do setor produtivo.

Entre os principais temas debatidos esteve a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), que questiona a redistribuição dos royalties prevista na Lei nº 12.734/2012.

Municípios produtores demonstram preocupação com mudanças

Durante a audiência, lideranças políticas manifestaram preocupação com uma eventual validação da legislação, que poderá alterar significativamente o modelo atual de distribuição dos royalties do petróleo.

Segundo o prefeito Carlos Augusto, os royalties representam uma compensação constitucional destinada aos municípios que convivem diretamente com os impactos ambientais, sociais, urbanos e estruturais provocados pela atividade petrolífera.

“Essa lei é totalmente inconstitucional. Não é possível alterar regras previstas na Constituição sem considerar os municípios produtores e os impactos reais causados pela exploração do petróleo”, declarou o prefeito.

O chefe do Executivo também destacou que cidades como Rio das Ostras já enfrentam dificuldades provocadas pela oscilação constante do preço do barril de petróleo, fator que afeta diretamente a arrecadação e o planejamento orçamentário municipal.

De acordo com Carlos Augusto, uma eventual redistribuição dos royalties pode comprometer investimentos, serviços essenciais e a capacidade financeira das cidades produtoras.

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Manifesto será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal

Ao final da audiência pública, foi aprovado um texto-base de manifesto em defesa do Estado do Rio de Janeiro, do pacto federativo e da segurança jurídica.

O documento será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal e alerta para os impactos fiscais e estruturais que mudanças na distribuição dos royalties podem causar ao Estado e aos municípios produtores.

O presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas, anunciou a entrega de um manifesto ao STF em defesa dos royalties do Rio de Janeiro e da manutenção do atual modelo de distribuição dos recursos do petróleo. Foto: Alex Ramos

O manifesto ressalta que os royalties possuem natureza compensatória, sendo destinados aos entes federativos que sofrem diretamente os efeitos da exploração de recursos naturais não renováveis.

Além disso, o texto destaca que o Estado do Rio de Janeiro já enfrenta perdas relevantes na arrecadação tributária, uma vez que o ICMS sobre combustíveis é destinado aos estados consumidores.

Segundo estudos da Firjan mencionados durante o encontro, os impactos financeiros de uma eventual redistribuição podem alcançar dezenas de bilhões de reais por ano, afetando áreas como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.

Prefeitura reforça importância da defesa dos royalties

Para a Prefeitura de Rio das Ostras, a manutenção do atual modelo de distribuição dos royalties é fundamental para garantir investimentos públicos e a continuidade de políticas voltadas à população.

“Essa luta representa não apenas a defesa de recursos financeiros, mas também de justiça, segurança jurídica e respeito ao pacto federativo. Rio das Ostras sofre diretamente os impactos da atividade petrolífera e continuará defendendo seus direitos”, concluiu Carlos Augusto.

Fonte: ASCOMTI

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