Ministra Márcia Lopes reforça políticas de proteção às mulheres e combate à violência no país

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Durante conversa com jornalistas do Brasil inteiro, a ministra também detalhou as ações que serão realizadas ao longo do mês de março para o Dia Internacional das Mulheres. Foto: Vitor Vasconcelos / Secom-PR

Titular do Ministério das Mulheres destaca diálogo entre governo, estados e municípios como estratégia para transformar a realidade

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, defendeu o fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção de mulheres e meninas no Brasil, ressaltando a importância do diálogo permanente entre o Governo Federal, estados, municípios e a sociedade. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministra, nesta quarta-feira (25).

Segundo a ministra, ainda há desafios estruturais relacionados ao machismo e ao desinteresse por políticas voltadas às mulheres, o que exige um processo contínuo de conscientização dos gestores públicos e da sociedade. Nesse sentido, ela enfatizou que as ações governamentais devem colocar a vida e o bem-estar das mulheres como prioridade.

Márcia Lopes destacou ainda que a responsabilidade pelo enfrentamento à violência deve ser compartilhada por todas as esferas de poder. Para a ministra, o comprometimento de prefeitos, governadores e lideranças políticas com a proteção das mulheres pode gerar mudanças concretas na realidade social.

Combate à violência e novos serviços

Entre as ações efetivas, a ministra ressaltou o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, iniciativa do Governo Federal que reúne 11 ministérios, além da participação dos estados e do Distrito Federal. A estratégia busca combater a misoginia e a violência de gênero por meio de medidas de prevenção, intervenção precoce e assistência às vítimas.

Desde a implementação do pacto, foram inaugurados 19 novos serviços especializados de atendimento a mulheres em situação de violência, sendo quatro unidades da Casa da Mulher Brasileira e 15 Centros de Referência da Mulher Brasileira. Para a estruturação desses serviços, já foram investidos R$ 373 milhões.

De acordo com a ministra, a Casa da Mulher Brasileira oferece acolhimento e atendimento integrado, reunindo orientação, encaminhamento e assistência às vítimas, além de atuar na prevenção da violência.

Ações pelo Dia Internacional das Mulheres

Oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 8 de março, marca conquistas sociais, políticas, econômicas e culturais, além de reforçar a necessidade contínua de promoção da igualdade de gênero.

Conforme anunciado, durante todo o mês de março serão realizadas atividades voltadas à pauta feminina em diferentes regiões do país. Entre as ações previstas estão a inauguração de uma nova unidade da Casa da Mulher Brasileira em Aracaju e a criação de “Cuidotecas”, espaços em universidades e institutos federais destinados ao cuidado de crianças enquanto mães ou responsáveis estudam.

A primeira atividade alusiva à data ocorrerá no dia 1º de março, na cidade de São Paulo, em homenagem a Tainara Souza Santos, de 31 anos, vítima de feminicídio após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê, em dezembro de 2025.

Canais de denúncia e apoio às vítimas

Durante a entrevista, a ministra também ressaltou a importância dos canais de denúncia, destacando que muitas mulheres deixam de registrar ocorrências por medo, desconfiança ou receio de perseguição. Por isso, segundo ela, é necessário fortalecer a capacitação e o engajamento das forças de segurança e dos profissionais envolvidos no atendimento às vítimas.

Um dos principais instrumentos de apoio é o serviço Ligue 180, canal gratuito disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. O atendimento oferece orientação sobre direitos, recebe denúncias de violência e informa sobre os serviços especializados da rede de proteção às mulheres, com suporte em português, inglês, espanhol e Libras. O serviço é realizado integralmente por mulheres.

Fonte: Secom

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