Suplementos falsificados acendem alerta e colocam a saúde da população em risco

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A orientação é desconfiar de vendas pela internet, verificar sempre o rótulo e buscar orientação de profissionais de saúde.

Vigilância Sanitária do RJ orienta consumidores a desconfiarem de promessas milagrosas e compras pela internet

O aumento da circulação de suplementos alimentares falsificados ou irregulares acendeu um alerta sanitário no estado do Rio de Janeiro. Em 2025, ações de monitoramento da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), em conjunto com fiscalizações de âmbito nacional, identificaram dezenas de produtos fora das normas sanitárias, muitos deles contendo substâncias proibidas ou apresentando, de forma indevida, alegações terapêuticas típicas de medicamentos em rótulos e propagandas. Na prática, essas irregularidades representam riscos diretos à saúde do consumidor.

Desenvolvido pela Superintendência de Vigilância Sanitária (Suvisa/SES-RJ), o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Alimentos inclui, de forma permanente, o controle de suplementos alimentares em diferentes apresentações no território fluminense. Entre as principais infrações estão promessas de cura, prevenção de doenças ou melhora de desempenho físico, práticas expressamente proibidas pela legislação sanitária.

“O consumidor muitas vezes acredita que o suplemento não oferece perigo por ser classificado como alimento. No entanto, produtos irregulares podem conter substâncias proibidas, dosagens inadequadas e informações enganosas, colocando em risco quem consome”, alerta a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller.

Dependendo da substância presente, os efeitos adversos podem incluir sobrecarga no fígado, alterações cardiovasculares, insônia e tremores, entre outros sintomas. O risco é ainda maior para pessoas com doenças pré-existentes ou que fazem uso contínuo de medicamentos.

De acordo com o coordenador de Vigilância e Fiscalização de Alimentos da Suvisa/SES-RJ, Werner Ewald, somente em 2025 foram coletados 41 produtos durante as ações de monitoramento, sendo que cerca de dois terços apresentavam problemas de rotulagem. Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu 73 comunicações de risco relacionadas exclusivamente a suplementos alimentares.

Além de acompanhar os alertas da Anvisa, a Suvisa/SES-RJ realiza coletas em farmácias, supermercados, lojas especializadas e casas de produtos naturais. As amostras são encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ), onde passam por análise técnica de rotulagem, que verifica a conformidade das informações obrigatórias, como ingredientes permitidos, limites de consumo diário e advertências.

A nutricionista reforça, ainda, que a orientação profissional é indispensável.

“Quando um suplemento não apresenta essas informações ou induz o consumidor ao erro, ele representa um risco à saúde. Muitas vigilâncias municipais não possuem treinamento específico para avaliar a rotulagem, por isso o monitoramento laboratorial é essencial. O laudo técnico subsidia a decisão do município sobre a retirada do produto das prateleiras ou a adoção de outras medidas sanitárias”, explica Helen Keller.

Como o consumidor pode se proteger

A Vigilância Sanitária alerta, especialmente, para a compra de suplementos pela internet e redes sociais, onde são frequentes anúncios de produtos que, na prática, se enquadram como medicamentos sem registro. Segundo a nutricionista Jacqueline Hosken, é fundamental desconfiar de promessas milagrosas e de preços muito abaixo do mercado.

“É importante verificar o rótulo, que deve conter nome e endereço do fabricante ou importador, número do lote, data de validade e canais de atendimento ao consumidor”, orienta.

O consumidor também pode consultar a lista de ingredientes autorizados pela Anvisa, bem como verificar suplementos considerados irregulares ou falsificados e checar se um produto está autorizado para comercialização. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar a Vigilância Sanitária do município onde o produto é vendido. No âmbito estadual, denúncias podem ser feitas à Ouvidoria da SES-RJ, pelo telefone 0800 025 5525 ou pelo site oficial do órgão.

A nutricionista reforça, ainda, que a orientação profissional é indispensável. “Suplementos não fazem milagres e não substituem uma alimentação equilibrada. O uso deve ser sempre orientado por profissionais de saúde, como médicos ou nutricionistas”, conclui.

Fonte: Setoristas / Saúde RJ

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