
Polícia Civil e Ministério Público cumprem mandados de prisão e busca e apreensão no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Maranhão; até o momento, três suspeitos foram presos
O Governo do Estado, por meio da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, em ação integrada com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, deflagrou, nesta quarta-feira (04/03), a operação “Pecúnia Obscura”, com o objetivo de desarticular uma quadrilha acusada de movimentar cerca de R$ 320 milhões por meio de fraudes bancárias com uso de falsidade documental e intensa lavagem de capitais.
A ofensiva ocorre de forma simultânea nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Maranhão. Até o momento, três criminosos foram presos.
Equipes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-CAP) e do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco) cumprem quatro mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça determinou o sequestro de bens móveis e imóveis e o bloqueio de R$ 150 milhões.
— O crime organizado está sendo combatido com rigor em nosso estado. Investimos em inteligência, tecnologia e integração para atingir o centro financeiro das organizações criminosas. Não vamos permitir que recursos ilícitos continuem alimentando essas práticas — afirmou o governador Cláudio Castro.

As investigações apontam que o grupo criminoso praticava crimes de estelionato, falsificação de documento público, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. O inquérito foi instaurado em 2021, após uma empresa privada ser prejudicada por um esquema fraudulento que causou prejuízo estimado em R$ 1 milhão.
De acordo com a polícia, os investigados utilizaram documentos falsos para desviar recursos da empresa, explorando uma vulnerabilidade no sistema. A apuração contou com a cooperação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que forneceu dados essenciais para a identificação de movimentações financeiras que somam aproximadamente R$ 320 milhões ao longo de cinco anos.
Ainda segundo as investigações, o grupo atuava na Região dos Lagos e expandia suas atividades para outros estados, como Minas Gerais e Maranhão, utilizando empresas fantasmas para promover a lavagem de dinheiro.
Por Redação
Fonte: Secom Gov.RJ






