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Rio de Janeiro realiza transporte aéreo de coração para transplante em cerca de 50 minutos

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A operação durou cerca de 50 minutos, da captação à chegada do órgão à unidade de saúde.
A operação durou cerca de 50 minutos, da captação à chegada do órgão à unidade de saúde.

Operação da Secretaria de Estado de Saúde mobilizou equipes especializadas e levou o órgão captado no Hospital Estadual Getúlio Vargas até uma unidade pública em Laranjeiras. Serviço já ultrapassou mil órgãos transportados nos últimos cinco anos.

A Superintendência de Operações Aéreas da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SOAer/SES-RJ) realizou, na tarde desta quarta-feira (21), o transporte de um coração destinado a transplante. A operação mobilizou uma equipe especializada e utilizou um helicóptero para agilizar o deslocamento do órgão entre o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Zona Norte da capital, e uma unidade pública de saúde em Laranjeiras, onde estava o paciente receptor.

O coração foi captado pelo programa RJ Transplante e transportado pela aeronave da SOAer até o heliponto do Palácio Guanabara. De lá, seguiu de ambulância até a unidade de saúde responsável pelo atendimento ao receptor.

Operação para transplante durou cerca de 50 minutos

Todo o percurso, desde a captação até a chegada do órgão à unidade de saúde, durou aproximadamente 50 minutos. A rapidez no transporte é um fator importante para o sucesso dos transplantes, que dependem de uma logística precisa e da atuação coordenada entre as equipes envolvidas.

Preparação e agilidade: equipes especializadas se mobilizam para transportar um coração destinado a transplante no Rio de Janeiro. Fotos: Marcelo Regua
Transporte aéreo de coração para transplante no Rio levou cerca de 50 minutos. Serviço estadual já transportou mais de mil órgãos em cinco anos.

“Cada missão bem-sucedida é resultado de um treinamento intensivo e da qualificação das equipes de transporte aéreo. Tudo é planejado, calculado e sem margem para improviso. Sempre que voamos, temos um compromisso com a vida e com a agilidade imprescindível para transplantes”, afirmou o superintendente de Operações Aéreas, coronel-bombeiro Rodrigo Medina.

Nos últimos cinco anos, a SOAer ultrapassou a marca de mil órgãos transportados. Além das missões relacionadas a transplantes, o serviço aeromédico atua no deslocamento de pacientes em situações de urgência, incluindo atendimentos neonatais, pediátricos e adultos, ampliando a agilidade no socorro em diferentes regiões fluminenses.

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Secretaria de Saúde conta com duas aeronaves

Atualmente, a Superintendência de Operações Aéreas dispõe de duas aeronaves destinadas às operações aeromédicas e ao transporte de órgãos para transplantes.

O helicóptero Saúde 01 teve papel fundamental durante a pandemia de Covid-19, quando também foi utilizado no transporte de vacinas para diferentes regiões do estado. As missões foram realizadas sem interromper as operações de transporte de órgãos já desempenhadas pela unidade.

A segunda aeronave, denominada Saúde 02, chegou ao Rio de Janeiro em março de 2025. É o primeiro helicóptero da frota equipado de fábrica com um kit aeromédico completo, configurado como uma UTI aérea.

O veículo possui cabine ampla e desobstruída, além de grandes portas deslizantes, características que facilitam o embarque e o desembarque de pacientes durante as operações de atendimento e remoção.

Mais de 100 profissionais receberam capacitação

A qualificação das equipes também integra a estratégia de fortalecimento do serviço. Nos últimos três anos, mais de 100 profissionais, entre médicos, enfermeiros e tripulantes, foram capacitados por meio do Curso Especializado em Transporte Aeromédico (CETAM).

A formação tem como objetivo ampliar a preparação das equipes e fortalecer a capacidade de resposta em situações de urgência e emergência.

Transporte aéreo de coração para transplante no Rio levou cerca de 50 minutos. Serviço estadual já transportou mais de mil órgãos em cinco anos.

Parceria com o Samu e forças de segurança

Desde 2022, a operação também conta com a parceria do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no transporte inter-hospitalar. A estrutura atua ainda em apoio ao Corpo de Bombeiros Militar e à Polícia Militar.

A integração entre os serviços e a qualificação dos profissionais contribuem para ampliar a capacidade de atendimento e agilizar o transporte de pacientes e órgãos, especialmente em situações nas quais o tempo é determinante.

O transporte aéreo de órgãos integra a estrutura de apoio aos transplantes no estado do Rio de Janeiro, conectando equipes de captação e unidades de saúde para viabilizar o atendimento aos pacientes receptores.

Fonte: Assessoria SaudeRJ

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