Governo do Estado deflagra operação contra furto de petróleo em oleodutos

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Jóias , armas e outros itens de valores foram encontrados nas buscas. Fotos : PCERJ

Ação integrada da Polícia Civil e do Ministério Público ocorre em seis estados e já resultou na prisão de sete suspeitos

O Governo do Estado, por meio da Polícia Civil, realizou nesta quinta-feira (22/01) a operação “Haras do Crime”, voltada ao combate a uma quadrilha especializada no furto de petróleo mediante perfuração clandestina de oleodutos da Transpetro. A ação ocorre simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina, com apoio do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Até o momento, sete pessoas foram presas.

O objetivo da operação é cumprir mandados de prisão, além de busca e apreensão, sobretudo para interromper de forma imediata as atividades ilegais do grupo investigado. As apurações indicam que a organização criminosa atuava de maneira estruturada, visto que possuía hierarquia operacional, articulação interestadual e divisão definida de funções entre seus integrantes.

Durante a ação, o governador Cláudio Castro destacou o compromisso do Estado no enfrentamento ao crime organizado. “Vamos continuar de maneira firme e séria combatendo o crime organizado. Não podemos permitir que quadrilhas continuem explorando atividades ilegais que geram prejuízos e colocam vidas em risco”, declarou.

As investigações são conduzidas pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD). Segundo a Polícia Civil, a quadrilha operava por meio de um ciclo criminoso integrado, que se iniciava com a perfuração do duto, realizada sob proteção armada. O petróleo era transportado em caminhões-tanque por rotas interestaduais, caracterizando transporte clandestino. Posteriormente, o produto era comercializado com o uso de notas fiscais falsas, emitidas por empresas de fachada.

A Polícia Civil afirma, ainda, que há comprovação de intimidação de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos utilizados na prática ilegal.

De acordo com as investigações, o material foi extraído em uma fazenda localizada em Guapimirim, na Baixada Fluminense, onde passa um trecho do oleoduto. O local pertence a uma família de contraventores, o que, segundo os investigadores, evidencia a dificuldade de fiscalização na região. Ainda conforme a Polícia Civil, os investigados também figuram como réus em outros processos judiciais.

Por Redação

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