Macaé pode sediar primeira Faculdade Marítima do Brasil a partir de 2027

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Encontro na sede da Petrobras, em Imbetiba, reuniu representantes do município, da estatal e do Imapor para avaliar possibilidades de parceria voltadas à formação de profissionais para os setores marítimo, portuário, naval e de comércio exterior. Foto: Moisés Bruno
Encontro na sede da Petrobras, em Imbetiba, reuniu representantes do município, da estatal e do Imapor para avaliar possibilidades de parceria voltadas à formação de profissionais para os setores marítimo, portuário, naval e de comércio exterior. Foto: Moisés Bruno

Projeto da Femapor foi apresentado à Prefeitura e à Petrobras; proposta prevê formação superior voltada aos setores marítimo, portuário e de comércio exterior

Macaé pode se tornar referência nacional na formação de profissionais para a economia marítima. A proposta de instalação da Faculdade de Estudos Marítimos e Portuários (Femapor) foi apresentada nesta terça-feira (2), durante uma reunião realizada na sede da Petrobras, em Imbetiba. O projeto, considerado pioneiro no país, prevê o início das atividades no segundo semestre de 2027.

A iniciativa reúne, neste primeiro momento, representantes da Prefeitura de Macaé, Petrobras e do Instituto Mar e Portos (Imapor), responsável pela apresentação do projeto. A proposta é criar uma instituição de ensino superior especializada nos setores marítimo, portuário, comércio exterior, logística e transporte marítimo, aproveitando a posição estratégica de Macaé na cadeia de óleo, gás e operações offshore.

O encontro contou com a participação do prefeito Welberth Rezende, do gerente-geral da Bacia de Campos, Guilherme Sargenti, e do presidente do Imapor, José Carlos Ribeiro Gomes.

Representantes da Prefeitura de Macaé, Petrobras e Instituto Mar e Portos (Imapor) durante reunião que discutiu a proposta de implantação da Faculdade de Estudos Marítimos e Portuários (Femapor), prevista para iniciar as atividades no segundo semestre de 2027.
Representantes da Prefeitura de Macaé, Petrobras e Instituto Mar e Portos (Imapor) durante reunião que discutiu a proposta de implantação da Faculdade de Estudos Marítimos e Portuários (Femapor), prevista para iniciar as atividades no segundo semestre de 2027.

Prefeitura vai analisar viabilidade da parceria

Apesar de demonstrar interesse no potencial do projeto para o desenvolvimento econômico e profissional de Macaé, o prefeito ressaltou que uma eventual participação do município precisa passar por análise técnica e jurídica.

Segundo Welberth, a Prefeitura deverá avaliar de que maneira o poder público poderá participar da iniciativa, observando a legislação e buscando mecanismos que ampliem o acesso da população local à formação oferecida pela futura instituição.

“Este tema da faculdade marítima é importante para Macaé, cidade que investe no desenvolvimento econômico, a que mais emprega no estado, mas precisamos conhecer como funciona esse projeto exatamente e como pode ser a participação do município enquanto poder público”, afirmou.

Para aprofundar a análise, serão realizadas reuniões envolvendo a Procuradoria Geral do Município e as secretarias de Controle Interno, Licitações e Contratos, Planejamento, Fazenda e Qualificação Profissional.

O vice-prefeito Fabiano Paschoal, que já ocupou o cargo de procurador-geral do município, ficará responsável por conduzir as tratativas relacionadas aos aspectos legais, a pedido do prefeito.

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Formação voltada à economia marítima

A proposta da Femapor parte de uma demanda identificada no mercado marítimo brasileiro: a necessidade de ampliar a formação nacional de profissionais especializados para ocupar posições estratégicas no setor.

De acordo com o diretor institucional do Imapor, André Fernandes de Oliveira, atualmente parte das vagas marítimas de maior qualificação no país é ocupada por profissionais estrangeiros. Ele também destacou que empresas brasileiras chegam a enviar funcionários para países como Noruega e Finlândia para capacitação, o que representa custos elevados.

A faculdade pretende atuar justamente nessa lacuna, oferecendo formação superior direcionada às áreas comercial, operacional, logística e de transporte marítimo (shipping).

A ideia é aproveitar a experiência e a estrutura econômica de Macaé, especialmente sua relação histórica com a indústria de petróleo, gás e operações offshore, para desenvolver um modelo de formação especializado.

Petrobras vê necessidade de profissionais qualificados

Durante o encontro, Guilherme Sargenti destacou a importância de formar profissionais em nível superior para acompanhar o crescimento das atividades ligadas ao setor naval e à Marinha Mercante.

“Precisamos capacitar profissionais em nível superior para nosso polo e também para a Marinha Mercante. E podendo capacitar em Macaé é melhor”, afirmou.

Para o vice-prefeito Fabiano Paschoal, o interesse de instituições e empresas pela cidade está diretamente relacionado à força da economia marítima instalada no município.

“Macaé é o centro da robusta economia marítima e tem despertado muitos interesses de instituições e empresas que estão investindo aqui”, afirmou.

Próximos passos

Durante a reunião, o Imapor também apresentou possibilidades de cooperação com o município, incluindo eventual apoio relacionado à instalação física da faculdade e mecanismos de incentivo.

As propostas, no entanto, ainda serão submetidas às análises técnicas e jurídicas da Prefeitura antes de qualquer definição.

A expectativa é que as próximas etapas permitam estabelecer o modelo de parceria e avaliar como a futura faculdade poderá contribuir para ampliar as oportunidades de qualificação e inserção profissional para moradores de Macaé.

Caso avance, o projeto poderá aproximar ainda mais educação superior, mercado de trabalho e economia offshore, colocando Macaé no centro de uma nova frente de formação especializada para o setor marítimo brasileiro.

Participantes

Também participaram da reunião os secretários municipais Matias Mendes (Educação), Rodrigo Vianna (Políticas Energéticas) e Edie Lameu (Comunicação); o diretor da FeMASS, Ed Paiva; a chefe de gabinete de Desenvolvimento Econômico, Mariana Previtali; e a professora do Imapor Simone Figueiredo.

Fonte: Jornalista Elis Regina Nuffer/ Secom

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