
Ação da Decon e Vigilância Sanitária resulta na prisão de médico e farmacêutica em clínica de luxo na Zona Sul
Uma operação conjunta da Delegacia do Consumidor (Decon) e da Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) resultou na prisão em flagrante de um médico e uma farmacêutica, nesta terça-feira (7), durante uma ação contra a comercialização e o uso irregular de canetas emagrecedoras proibidas no Brasil.
A fiscalização ocorreu em uma clínica especializada em reprodução assistida, localizada no bairro de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Durante a operação, os agentes identificaram diversas irregularidades sanitárias e apreenderam produtos considerados ilegais.
Produtos irregulares e riscos à saúde
Entre os materiais recolhidos estavam canetas emagrecedoras de uso proibido no país, hormônios importados sem procedência comprovada, medicamentos vencidos, além de ampolas e outros itens sem qualquer garantia de origem. Segundo as autoridades, o uso desses produtos representa sérios riscos à saúde da população.
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Investigação começou após denúncia
As investigações tiveram início após a denúncia de uma paciente que buscou tratamento na clínica com o objetivo de engravidar, mas não obteve sucesso. A partir do relato, as equipes iniciaram diligências que culminaram na operação.
O médico responsável pela clínica e a farmacêutica foram presos em flagrante e encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. Ambos devem passar por audiência de custódia. O caso segue em investigação para identificar fornecedores dos produtos ilegais e possíveis vítimas.


Materiais sem procedência e produtos vencidos foram recolhidos durante ação da Decon e Vigilância Sanitária.
Ação integrada reforça fiscalização
De acordo com as autoridades, a atuação conjunta entre a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária foi fundamental para o sucesso da operação. Especialistas destacam que a comercialização e o uso de medicamentos sem prescrição médica e de origem desconhecida podem causar graves danos à saúde.
A Vigilância Sanitária também reforçou o alerta à população sobre os perigos do consumo de substâncias clandestinas, que não possuem controle de qualidade, armazenamento adequado ou comprovação de eficácia.
Fonte e fotos: Saúde/Gov.RJ






