
Ação integrada entre Polícia Civil e Polícia Federal localiza Adilsinho em imóvel de alto padrão na Região dos Lagos
O Governo do Estado, por meio da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, em ação estratégica e integrada com a Polícia Federal, prendeu nesta quinta-feira (26/02) o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. Principal investigado da Operação Libertatis II, deflagrada em março de 2025, ele estava foragido há mais de duas décadas.
A prisão ocorreu em um imóvel de alto padrão em Cabo Frio, na Região dos Lagos, reforçando a relevância da localidade na operação que contou com intenso trabalho de inteligência e monitoramento.
Segundo as autoridades, o criminoso era considerado foragido tanto pela Justiça Federal quanto pela Justiça Estadual. A captura foi resultado de uma investigação aprofundada conduzida no âmbito da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ), força-tarefa que reúne as duas instituições e atua no enfrentamento ao crime organizado.
De acordo com o governador Cláudio Castro, a prisão representa um avanço significativo na segurança pública do estado.
— Essa é uma prisão de grande relevância no enfrentamento ao crime organizado. A atuação integrada da Polícia Civil e da Polícia Federal, com uso intensivo de inteligência e tecnologia, demonstra a eficiência da cooperação entre as forças de segurança — afirmou.

Investigações e acusações
As investigações apontam Adilsinho como mandante de diversos homicídios. Ele é identificado como integrante da cúpula do jogo do bicho e apontado como um dos principais responsáveis pela produção e distribuição de cigarros falsificados no estado do Rio de Janeiro.
Além disso, o contraventor também é investigado por envolvimento com organizações armadas de atuação transnacional, marcadas pela imposição de violência e pelo domínio territorial.
O secretário de Estado de Polícia Civil, Felipe Curi, destacou a estratégia de atuação das forças de segurança.
— A Polícia Civil, dentro da FICCO, atua de forma cirúrgica para atingir o topo das organizações criminosas, enfraquecer o poder econômico do crime e proteger a população. O Rio de Janeiro não será território seguro para o crime organizado — declarou.

Encaminhamento e próximos procedimentos
Após a prisão, o contraventor foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro para os procedimentos legais e, posteriormente, será transferido ao sistema prisional estadual.
A FICCO/RJ atua de forma permanente na desarticulação de organizações criminosas estruturadas, com foco em ações integradas de inteligência e repressão qualificada, visto que a cooperação entre os órgãos é considerada essencial para combater crimes de alta complexidade.
Fonte: Núcleo de Imprensa GOV.RJ






